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23 de ago. de 2010

2010: Bahia é vice em denúncias de violência contra a mulher


O serviço de denúncia Ligue 180, específico para receber queixas de violência doméstica contra a mulher, registrou alta de 112% de janeiro a julho deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados, no último dia 3, pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, que criou a central em 2005.
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Considerando a quantidade de ligações por estado, São Paulo teve o maior registro, seguido por Bahia e Rio de Janeiro. Quando a análise é feita considerando a quantidade de ligações a cada 50 mil mulheres de cada estado, o Distrito Federal fica em primeiro com 267 ligações a cada 50 mil mulheres. Em seguida, estão o Tocantins, com 245 queixas a cada 50 mil mulheres e o Pará, com 237 queixas a cada 50 mil mulheres.
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O disque-denúncia registrou 343.063 atendimentos nos sete primeiros meses de 2010 contra 161.774 nos mesmos meses de 2009.
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Para o governo, o crescimento da busca pelo serviço "reflete um maior acesso da população a meios de comunicação, vontade de se manifestar acerca do fenômeno da violência de gênero, ao fortalecimento da rede de atendimento às mulheres e ao empoderamento da população feminina local".
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A busca de informações sobre a Lei Maria da Penha, lei 13.340/2006, corresponde a 50% do total de informações prestadas pelo Ligue 180. A Lei Maria da Penha completa quatro anos de sanção neste mês.
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Dos atendimentos registrados em 2010 pelo Ligue 180, a maioria se deveu a crimes de lesão corporal. Em seguida, vieram as ameaças, conforme dos dados do balanço. Juntos, os dois tipos de queixas somaram 70% dos registros do Ligue 180. A Secretaria de Políticas para as Mulheres informou que esses crimes também são os mais registrados por mulheres nas delegacias.
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Na avaliação da secretaria, o total de registros de ameaças - em 8.913 situações - mostra que é preciso atenção a esse tipo de queixa. "A voz de uma mulher que reporta estar sendo ameaçada tem de ter credibilidade. Pois só a vítima é quem tem a real dimensão do risco que corre", disse em nota a subsecretária Enfrentamento à Violência contra as Mulheres Aparecida Gonçalves.
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Os relatos de violência somaram 62.301 registros, sendo que 36.059 foram de violência física; 16.071 de violência psicológica; 7.597 de violência moral; 826 de violência patrimonial; e 1.280 de violência sexual. Foram registrados 239 casos de cárcere privado.
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O balanço mostra também que em 68,1% dos casos a violência contra a mulher é presenciada pelos filhos. Além disso, em 16,2% das situações o filho sofre a violência junto com a mãe.
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Os atendimentos mostram ainda que 39,6% das mulheres dizem sofrer violência desde o início da relação. Outras 57% afirmaram que são agredidas física ou psicologicamente todos os dias. Em mais da metade dos casos, as mulheres disseram correr risco de morte.
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Perfil de agredidas e agressores
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O perfil de quem agride é parecido com o de quem é agredida. A maioria das mulheres que ligou para a central tem entre 25 e 50 anos (67,3%) e nível fundamental de escolaridade (48,3%). Nas queixas, a maioria apontou que os agressores têm entre 20 e 45 anos (73,4%) e também nível fundamental de escolaridade (55,3%).
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Das mulheres que entraram em contato com a central, de acordo com a secretaria, 72,1% vivem com o agressor, sendo que 57,9% são casadas ou têm união estável. Outros 14,7% prestaram queixa contra o ex-namorado ou ex-companheiro.
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Fonte: Correio*
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Upload: Uma campanha publicitária será veiculada na mídia com o objetivo de chamar a atenção para o problema e promover a aplicação da Lei Maria da Penha tanto por parte dos órgãos Judiciários como pela sociedade. O vídeo institucional tem a duração de 30 segundos e será divulgado em emissoras de tevê aberta em todo território nacional. Há também planos de mídia e spots para rádios.


Clique aqui e veja o vídeo da campanha.

24 de mar. de 2010

O Crack e a decadência da juventude

A criminalidade avança nos grades centros urbanos e além de outros fatores macro, como a falta de investimento em educação pública, a desintegração familiar, a melhoria dos sistemas de segurança, um fator que tem contribuído significativamente para a decadência da juventude é o problema das drogas, especialmente a devastação nociva que o crack promove dentro do ambiente familiar.


O governo tem buscado ampliar ações como é o caso do Programa Federal das Ações Integradas da Prevenção ao uso de Drogas. Os meios de comunicação têm feito a sua parte, divulgando e alertando sobre a questão. Mas é preciso fazer muito mais. É preciso combater a cadeia que promove o uso indiscriminado e perverso da droga. O problema não é fácil, mas os investimentos em segurança pública têm que ser maior no combate à ação dos traficantes.


Por outro lado, é necessária a ampliação de programas para assistir os dependentes químicos da população carente. Os ricos, usuários de drogas, podem pagar clínicas de tratamento especializadas para tentarem uma recuperação. Como foi o caso do ator global Fábio Assunção. Mas quem não pode pagar, o que faz? Temos assistido ao drama de milhares de famílias, mães desesperadas como o caso da mãe de um jovem cantor de uma banda de Salvador que sofre por não ter condições de pagar um tratamento.


A situação é lastimável e a população sofre com as conseqüências que a droga promove na sociedade, porque o usuário, para alimentar seu vício, na maioria das vezes rouba e também mata cidadãos de bem.


Maiores informações sobre tratamento público em Salvador para dependentes químicos procurar o CETAD - Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas.



Clínica do CETAD/UFBA


O Núcleo de Clínica do CETAD é composto por um corpo técnico multidisciplinar formado por Psicólogos, Psiquiatras, Assistente Social e Terapeuta Ocupacional, que disponibiliza para a população tratamento especializado para usuários de substâncias psicoativas (SPA's).

Esse tratamento é realizado através de estratégias individuais e/ou grupais, em modalidade ambulatorial, ou seja, em modalidade de não-internação e destina-se àqueles que fazem qualquer tipo de uso de SPA's, mas também para familiares, que estejam acompanhados, ou não, do usuário dessas substâncias.



Objetivos principais do Núcleo de Clínica:

  • Atuar com excelência operacional e responsabilidade social;
  • Oferecer atendimento especializado à população no que tange à atenção em saúde para o uso de substâncias psicoativas;
  • Assegurar o fluxo de atendimento com a Rede de Saúde;
  • Aprimorar a construção de práticas terapêuticas.
Estratégias implementadas no tratamento:

  • Acolhimento;
  • Atendimento e acompanhamento psicológico individual e em grupo a usuários e familiares;
  • Atendimento e acompanhamento psiquiátrico;
  • Oficinas terapêuticas.
Dias e horários de funcionamento:

Acolhimento:

Segundas e quintas-feiras pela manhã, das 8:00h às 12:00h e terças e quartas-feiras pela tarde, das 14:00h às 18:00h. O Acolhimento é realizado por ordem de chegada e em cada turno são realizados até cinco atendimentos.


Outras estratégias:

Segundas às sextas-feiras das 8:00h às 12:00h e das 14:00h às 18:00h. Os atendimentos oferecidos durante o tratamento no CETAD são realizados em dias e horários previamente agendados no próprio CETAD.


Endereço:

CETAD - Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas
Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia
Rua Pedro Lessa, 123 - Canela
Salvador-BA - CEP: 40110-050
Tels.: (71) 3336-3322 / 3337-1187 / 3337-3177
Fax: (71) 3336-4605